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terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre Y The Last Man

Aproveitando que eu estou com uma meia horinha livre, estou aqui apresentando pra vcs, uma HQ que me chamou muita atenção, e quando terminei de lê-la foi como se tudo o que eu ja tivesse visto até hoje soasse obsoleto.

Como não estou com tempo nem saco pra fazer uma análise do quadrinho em questão estou postando a resenha do colega Marton Santos do blog www.sedentario.org.

espero que gostem!!

Y: The Last Man, escrito por Brian K Vaughan, conta a história de Yorick Brown, um ilusionista que se tornou o último ser humano do sexo masculino vivo na Terra. Uma doença misteriosa matou todos os mamíferos que possuem o cromossomo Y (se você fugiu das aulas de biologia, saiba que é isso que determina o sexo masculino), exceto por Yorick e seu mico de estimação, Ampersand ("E Comercial"). Fico imaginando se isso seria uma benção ou uma maldição.



Girl Power

"O sonho de muitas feministas radicais finalmente ocorreu: os machos dominadores e cruéis desapareceram da face da Terra e agora o mundo pertence ao “sexo frágil”, exceto por um jovem com problemas amorosos e seu primata de estimação. Yorick é um jovem aprendiz de escapista a la Houdini que mora em Nova York, tem um macaco chamado Ampersand, ama sua namorada Beth, embora ela esteja na Austrália estudando, e como muitos outros de sua geração, não sabe muito bem o que esperar do futuro. Enquanto pratica um truque novo e conversa com sua namorada ao telefone, Yorick não suspeita que, do lado de fora de seu apartamento, todos os mamíferos machos do planeta estão sangrando até a morte. No momento em que o jovem pediria a mão de Beth em casamento, a ligação é interrompida pela confusão que se forma na rua quando mais da metade da população mundial simplesmente cai morta.

y01O exercício de narrativa do escritor Brian K. Vaughn (atualmente roteirista do seriado Lost) é muito interessante. Como imaginar um mundo sem o cromossomo Y? Aviões sem pilotos. Nações sem comando. Exércitos aniquilados. Colapso da indústria e da pecuária. Milhões de corpos a serem enterrados. A iminência da extinção de todas as espécies. E o mais preocupante: milhões de mulheres totalmente desesperadas, reunidas nos mais variados tipos de comunidades e seitas. Existem desde aquelas que querem se certificar que a “praga masculina” realmente acabou, como aquelas que buscam um novo “Adão” para continuar a espécie.

Olhando por esse foco a história pode se basear apenas na política, ou na luta pela sobrevivência, ou então em sessões infindáveis de sexo para o protagonista. Mas o grande pilar da série é o amor de Yorick por Beth, e como esse sentimento pode sobreviver quando se está rodeado de mulheres querendo sua morte e outras tantas querendo reproduzir-se desesperadamente.

Fim de namoro

Todo homem que, de uma hora para outra, se vê afastado da mulher que ama acaba passando por alguns momentos muito característicos e, por isso, Y The Last Man pode ser vista como uma grande analogia ao fim dos relacionamentos, num ponto de vista, obviamente, masculino.

No começo vem a sensação de liberdade. O homem recém solteiro não é, mas se sente como o “último macho livre de sua geração”. Lá fora existe um mundo cheio de mulheres simplesmente desesperadas para conhecer um cara como esse. Yorick, como qualquer homem, avalia as possibilidades que esse acontecimento podem lhe trazer, mas não demora a notar que está com sérios problemas.

Para o último homem da Terra a solidão e o medo logo se mostram companhias inevitáveis. Além da mulher que ama achar que ele está morto (algumas ex-namoradas também costumam falar isso no mundo real), o fato de ser o último de sua espécie pode ser um tanto assustador. É quando ele percebe que mesmo no meio de uma multidão pode se sentir extremamente sozinho. As primeiras incursões na noite de um recém solteiro podem ser bem parecidas com a experiência de Yorick. Aquelas mulheres que antes pareciam sexy e atraentes agora parecem um bando de lunáticas e passam a desprezá-lo completamente, ou então estão desesperadas a ponto de tratar qualquer homem como se ele realmente fosse o último de sua espécie. E a mulher que o dispensou continua na Austrália, que pode ser um distante país na Oceania ou um recanto escondido da memória.

Mas nem todas são malucas ou desesperadas. No caminho nosso protagonista (Yorick ou o recém solteiro. Tanto faz) irá encontrar algumas mulheres que tentarão lhe entender e darão apoio para seguir em frente. Seja pela característica inerentemente feminina de, quase sempre, acreditar e respeitar o amor ou por adquirirem alguma simpatia por aquele espécime único e cabisbaixo.

y02Yorick opta por seguir seu amor até onde for preciso, e parte em uma jornada ao outro lado do mundo atrás da mulher que ama, enquanto conta com a ajuda de uma agente especial e de uma cientista para entender as causas do incidente e o motivo de ainda estar vivo. Em determinado momento na série, chega a se cogitar que o anel de noivado que Yorick havia comprado para Beth continha algum segredo que poderia ser a chave de sua sobrevivência. Só mais uma pista do escritor de que “o amor pode salvar o mundo”.

Como também não é raro na vida de alguém que sofre por amor, Yorick mantém sua cota de dúvidas ao longo de sua jornada e procura afogá-las na fé por seu sentimento ou nas garrafas de bebida que encontra na viagem. Não necessariamente na mesma ordem.

A verdade é que de machista, a série não tem nada. Apesar de ter vários aspectos passíveis para interpretação, a história trata a busca pelo amor como linha mestre na condução do roteiro. A distância que separa o último homem vivo de sua amada é só uma metáfora para os empecilhos da vida e os problemas cotidianos. Afinal, se bastasse pegar um avião para encontrar a minha Beth eu não pensaria duas vezes."

Taí a opinião do cara que não é muito diferente da minha. A partir de agora sou mais fã do Brian K.Vaughn e espero que ele continue nos presenteando com várias histórias como essa, inteligentes e de acordo com o tempo em que vivemos.

Y The Last Man está previsto também pra se tornar filme (espero que não seja só mais um filme-pipoca feito pra consumidores preguiçosos e sem hábito de leitura.), sendo o mais cotado pro papel de Yorick, o ator Shia Labeouf ( Transformers, Indiana Jones 4). O roteiro do filme foi adaptado por Carl Ellsworth a partir do gibi de Brian K. Vaughan. O filme deve se concentrar nos 14 primeiros números de Y e terá produção de David Goyer, responsável pela franquia Blade no cinema.

Para nosso azar, a Pixel Media que publica as aventuras de Yorick e seu macaco, cessou seu contrato com a Vertigo e mais uma vez nós leitores ficamos a ver navios. Mas é possível encontrar os scans das edições pela net afora. Que o Google esteja sempre com vcs!!

Bye, e até a próxima.

J_Darsh

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Zombie Loan


Eis aqui um bom anime, vale a pena dar uma olhada.Trata-se da súbita mudança na vida de Michuru Kita, uma estudante que é feita de empregada pelas colegas de classe graças ao seu caráter passivo.Ela vê Chika Akatsuki e Shito Tachibana, que são alunos da mesma escola que ela estuda, no cemitério matando um cão zumbi, daí ela percebe anéis negros nos caras.A história é legal, mas senti que estava faltando algo, é como se os criadores do anime já estivessem se poupando,pois o anime iria ser curto, ele tem apenas 11 episódios. Os pontos fortes do anime são as características marcantes de Akatsuki e Tachibana, o primeiro no estilo garoto problema, nem aí e o segundo frio e polido, essas personalidades contrapostas a de Michuru, insegura e passiva, formam um bom trio.O anime tem ação e uma temática que sempre desperta a curiosidade dos fãs:Morte e zumbis.O lance da agência de empréstimo para pessoas que morreram continuarem vivas, achei brilhante, pena o anime ser tão curto.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Hellboy 2


Chegou Hellboy 2, o personagem de Mike Mignola ganha mais um filme, e muito bom por sinal.Particularmente gostei mais do que do primeiro, apesar dele ser muito bom também.Depois de explicar a origem do gigante vermelho o segundo filme vem com mais ação.No filme tem muitas cenas cómicas que aproveitam o caráter despojado do personagem.A trama gira em torno de uma história nórdica(já que é esse o universo do Hellboy, ragnarok e tudo mais), ele irá enfrentar o príncipe Nuanda, que quer reaver o exército dourada para impor o domínio elfo aos humanos.O design é de encher os olhos, e mal dá pra respirar com tanta adrenalina.Já estão planejando o terceiro filme do demônio vermelho, que seria o último de uma trilogia, porém Mignola discorda, alega que só terminará os quadrinhos daqui a uns 30 anos, e o fim no filme iria adiantar o fim de sua obra, mas trinta anos não quer dizer muitos volumes, pois Mike só lança de dois a três por ano, porém a qualidade não deixa a desejar, com um traço moderno feito de linhas retas.Depois de assistir Batman, o cavaleiro das trevas e Hellboy, o exército dourado vi que a maldição do segundo filme deixou de existir.